LUTA POPULAR  MG

Justiça suspende temporariamente a liminar de despejo da Ocupação Professor Fábio Alves!

Foi divulgado na última quinta feira decisão da justiça de suspensão temporário da liminar de despejo das famílias  da Ocupação Professor Fábio Alves. A decisão foi tomada pela juíza Lilian Bastos de Melo, da 22° vara cívil, a mesma que deferiu a ordem de despejo.
O mandato para cumprimento do despejo foi divulgado em abril. Desde está data até o mês de outubro as famílias fizeram dezenas de manifestações com o objetivo de sensibilizar o judiciário, o poder Municipal e Estadual.

A Ocupação Professor Fabio Alves é formada por aproximadamente 700 famílias que ocuparam um terreno de 72.000 m² abandonado a pelo menos 40 anos na região do Barreiro no dia 07 de outubro de 2018. Quando as famílias entraram já haviam morando na área quatro famílias.

Reivindica a posse do terreno a empresa Morizono, dono de dezenas de empresas, entre elas a Cervejaria Proibida. Existe fraude visível na relação de transferência do terreno para o particular e nas transações posteriores com o mesmo. 

As ações das famílias sensibilizaram o judiciário que suspendeu temporariamente a reintegração intimando o estado a apresentar alternativa de moradia às famílias. No entanto até o momento não conseguimos sensibilizar nem Kalil e nem Zema, que não sentam para apresentar uma alternativa.

É preciso que uma solução seja construída. Tivemos uma vitória, mas parcial. Não podemos ficar de braços cruzados esperando novo mandato ser expedido. KALIL, ou o outro prefeito que assumir, deve se comprometer com as 700 famílias da Fábio Alves e as demais famílias das Ocupações Urbanas. 


De acordo com a lei orgânica do Município o terreno pode ser desapropriado, pois estava abandonado. De. Imediato a Urbel precisa cadastrar as famílias.

Comemoramos a vitória das famílias sabendo que a luta ainda está longe de acabar. 

Enquanto Morar for um privilégio, ocupar é um direito.

Luta Popular

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